O secretário-geral do PS reafirmou este domingo ser contra a nacionalização do Banco Espírito Santo, alegando que «o dinheiro dos contribuintes não deve servir para pagar prejuízos que decorrem de más opções dos privados».

António José Seguro, que falava depois de visitar durante mais uma de hora a 43ª edição da feira Capital do Móvel, em Paços de Ferreira, acrescentou que, no BES, «os acionistas devem ser chamados às suas responsabilidades no que diz respeito às opções que fizeram».

«Também deve a haver a defesa de todos os depositantes, de milhares e milhares e milhares de portugueses que têm as suas pequenas poupanças no Banco Espírito Santo», referiu ainda o líder socialista, que recusou pronunciar-se sobre a disputa eleitoral pela liderança do seu partido.

Seguro disse que tem insistido «para que a não se volte a repetir a situação do BPN», excluindo «por isso» qualquer solução para o BES que passe pela sus nacionalização.

«Neste momento, devemos aguardar pela comunicação do governador do Banco de Portugal», afirmou, tendo prometido reagir «depois» do anúncio da «solução final» para o BES.

Questionado sobre uma solução que passe pela recapitalização daquele banco, o líder do PS respondeu: «Processo de recapitalização como foi feito noutros bancos, para este banco tal como está, também sou contra».