O secretário-geral do PS António José Seguro defendeu este sábado a indústria como «motor» da economia do país e um plano de reindustrialização como forma de relançar setores tradicionais e outros de vanguarda.

Intervindo em Buarcos, Figueira da Foz, durante uma ação de campanha para as eleições primárias do Partido Socialista, António José Seguro defendeu que o plano de reindustrialização deverá englobar desde os setores do calçado, têxtil e moldes até ao que considerou «a nova revolução em marcha no mundo, a nova revolução industrial, a reindustrialização 4.0, a era digital».

«Onde é fundamental que Portugal, porque tem condições para isso, entre nessa cadeia de valor, nessas redes globais mundiais. É possível hoje, com as novas tecnologias, trabalhar para o mundo a partir de Portugal», afirmou o líder do PS.

Dirigindo-se a José Esteves, presidente da junta de freguesia de Buarcos - autarquia que na recente reorganização administrativa passou a incluir o território de São Julião, que coincida com os limites da cidade da Figueira da Foz - António José Seguro garantiu que a promessa de rever aquele processo «é mesmo para cumprir».

«Uma das coisas de que alguns me acusam, sobretudo a direita, é que prometo pouco. Têm razão. O nosso país está cheio de políticos que prometeram muito, para iludir os portugueses, para ganhar votos, e quando chegaram ao Governo não fizeram aquilo que prometeram e muitos deles até fizeram o contrário daquilo que prometeram», argumentou António José Seguro.

Lembrou que prometeu que lutaria contra a reorganização administrativa do país promovida pelo atual governo, considerando que ela foi «imposta ao país», desenhada a «régua e esquadro» no Terreiro do Paço, «sem conhecer a realidade» e «de costas para as pessoas».

Seguro manifestou que «em tese» não é contra a reorganização administrativa, desde que ela sirva «melhor as pessoas» e garantiu que se for eleito primeiro-ministro, não vai revogar através de um decreto o que foi feito, antes analisar concelho a concelho o que correu bem e mal.

«Eu vou chegar lá e vou dar orientações a um ministro para, em colaboração com os autarcas, poderem olhar para cada concelho e dizer "isto foi bem feito ou foi mal feito". O que foi bem feito fica, o que foi mal feito vai-se corrigir, este é o meu compromisso», sustentou António José Seguro.