O vice-presidente do PSD Pedro Pinto declarou hoje que o seu partido está disponível para continuar o diálogo com todos os partidos e parceiros sociais, e aberto a todos os contributos e «boas ideias», independentemente da sua «cor partidária».

Pedro Pinto assumiu esta posição depois de o Presidente da República, Cavaco Silva, ter anunciado, em declaração ao país, que, falhado o acordo entre a maioria PSD/CDS-PP e o PS que tinha proposto há onze dias, considerava que a melhor solução era a continuação em funções do atual Governo chefiado por Pedro Passos Coelho.

«Tudo fizemos pelo entendimento entre PSD, CDS-PP e PS. Este não foi possível pelas razões que os portugueses conhecem e podem avaliar, mas, enquanto partido, estamos disponíveis para continuar o diálogo com todas as forças partidárias e parceiros sociais», declarou Pedro Pinto aos jornalistas, na sede nacional do PSD, em Lisboa.

«Não querermos ter a verdade toda, queremos dar o nosso melhor e estar abertos aos contributos e às boas ideias, independentemente da sua cor partidária», reforçou, depois de defender que, para ter sucesso, Portugal precisa "«o empenhamento de todos».

Pedro Pinto apontou «a forma robusta e clara como a coligação ultrapassou os seus recentes problemas» - na sequência de um pedido de demissão do presidente do CDS-PP, Paulo Portas, do Governo - como um «exemplo vivo de que, com diálogo, se pode sempre encontrar soluções melhores».

«É esse o caminho que, mais uma vez, iremos trilhar, certos de que este é o rumo certo», concluiu, saindo depois da sala sem responder a questões da comunicação social.

Antes, o dirigente social-democrata alegou que o seu partido «está sempre disponível para o diálogo, e por isso respondeu de imediato, e de espírito aberto, ao recente desafio de entendimento entre os três partidos do arco da governação lançado pelo senhor Presidente da República».

Segundo Pedro Pinto, esse repto foi «muito bem compreendido» pelo PSD.

O vice-presidente do PSD começou a sua declaração afirmando que o seu partido tinha ouvido «com reforçada atenção» a intervenção de Cabaço Silva e queria assegurar aos portugueses o seu «redobrado compromisso de tudo fazer para resgatar Portugal da situação de assistência financeira» em que este se encontra.

«Nós somos daqueles que nunca abandonam Portugal. No Governo, nas autarquias e na Europa, estamos a tudo dar a um país que é o nosso, e que tudo merece», sustentou o social-democrata, que é candidato à presidência da Câmara Municipal de Sintra.