O vice-presidente da bancada parlamentar do PSD Carlos Abreu Amorim garante «não sentir ameaçado» o seu cargo no partido, confirmando que foi «resolvida internamente» a dualidade de opiniões sobre a substituição do ministro das Finanças.

Na semana passada, Carlos Abreu Amorim, que é também candidato à Câmara Municipal de Gaia pela coligação PSD/CDS-PP, considerou que «o tempo político de Vítor Gaspar terminou», pelo que «o Governo devia ponderar a sua substituição». Estas declarações foram mal recebidas no PSD nacional, com o vice-presidente do partido, Jorge Moreira da Silva, a considerá-las inaceitáveis, incorretas e ineficientes».

Já esta quinta-feira, o líder da bancada parlamentar do PSD, Luís Montenegro, à saída da reunião do grupo parlamentar social-democrata, afirmou que a questão «foi resolvida internamente»: «Nós tivemos uma reunião da direção do grupo parlamentar. Já tive também ocasião de me reunir pessoalmente com o vice-presidente, Jorge Moreira da Silva. E a questão foi resolvida internamente», confirmou Carlos Abreu Amorim, à margem de uma visita à Mostra da Oferta Educativa e Formativa de Gaia, uma iniciativa onde marcou presença na qualidade de candidato autárquico.

Questionado sobre se tinha sentido ameaçada a sua continuidade enquanto vice-presidente do grupo parlamentar do PSD, Carlos Abreu Amorim recordou que é «independente», e referiu ter sentido «a confiança da direção do grupo parlamentar».

«Senti uma manifestação de confiança na minha pessoa e na minha continuidade. Embora a direção não concorde com o sentido das minhas declarações, entenderam que o grupo parlamentar e o partido têm uma lógica plural. Portanto, houve uma manifestação de confiança efetiva e, nesse sentido, eu resolvi também continuar», disse à agência Lusa Carlos Abreu Amorim.