O PS emitiu hoje uma nota em que esclarece que as reuniões tendo em vista um acordo «de salvação nacional» com PSD e CDS-PP não envolvem quaisquer representantes do Governo, mas apenas dos partidos.

Esta nota foi emitida na sequência da reunião de hoje, na sede nacional do PS, em que estiveram presentes dois ministros (Miguel Poiares Maduro e Pedro Mota Soares) e dois secretários de Estado (Carlos Moedas e Miguel Morais Leitão), mas integrados nas delegações do PSD e do CDS-PP.

«O PS informa que a reunião de hoje, tal como a de ontem [domingo] e as seguintes, não envolvem qualquer representante do Governo. Tal como os comunicados divulgados ontem [domingo] e hoje, o processo de diálogo decorre com representantes dos partidos políticos», acentuam os socialistas em comunicado.

Na mesma nota, o PS acrescenta que «cada partido político é responsável pela escolha da sua equipa».

«Independentemente de outros cargos que exercem, os participantes neste processo de diálogo estão exclusivamente como representantes partidários», salienta o comunicado do PS.

Segundo comunicados iguais hoje divulgados por PS, PSD e CDS-PP, na reunião de hoje, «o diálogo interpartidário prosseguiu com uma reunião realizada com a presença das delegações do PSD, liderada por Jorge Moreira da Silva [primeiro vice-presidente da direção social-democrata] e integrando Miguel Poiares Maduro [ministro adjunto e do Desenvolvimento Regional] e Carlos Moedas [secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro]».

As mesmas notas referem que a delegação do PS foi liderada pelo dirigente Alberto Martins, integrando Eurico Brilhante Dias [membro do Secretariado Nacional] e Óscar Gaspar [assessor da direção do PS para as questões financeiras], enquanto que a equipa do CDS-PP, liderada por Pedro Mota Soares [dirigente centrista e ministro da Solidariedade e da Segurança Social], contou também com Miguel Morais Leitão [secretário de Estado adjunto e dos Assuntos Europeus].