O líder da Federação da Área Urbana de Lisboa (FAUL) do PS, Marcos Perestrello, defendeu hoje que, nas atuais condições políticas, deve ser «dada aos militantes a oportunidade de se pronunciarem sobre o futuro do partido».

Numa curta declaração à Lusa, Marcos Perestrello sublinhou que «no PS não há donos dos votos».

«A eleição do secretário-geral é feita pelos militantes diretamente e isso é muito importante. Nas atuais condições políticas julgo justificar-se que seja dada aos militantes a oportunidade de se pronunciarem sobre o futuro do partido», defendeu o presidente da FAUL.

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, anunciou hoje que está disponível para avançar para a liderança do PS e disse que na quarta-feira se reunirá com o secretário-geral do partido, António José Seguro.

A direção do Partido Socialista já reagiu dizendo que «não há nenhum congresso marcado antes do final de 2015», acrescentando que, se António Costa quiser disputar a liderança do partido, terá que reunir apoios necessários para convocar o congresso.

De acordo com os estatutos do PS, o Congresso Nacional pode reunir extraordinariamente «mediante convocação da Comissão Nacional, do secretário-geral, ou da maioria das Comissões Políticas de Federações que representem também a maioria dos membros inscritos no partido».