A Comissão Política do PCP deseja levar a cabo, «a curto prazo», encontros com o BE, entre outras organizações, pela «demissão do Governo», «convocação de eleições antecipadas» e «rejeição do pacto de agressão».

À semelhança do sugerido pelo Presidente da República a PSD, PS e CDS-PP, no sentido de os três partidos chegarem a um «compromisso de salvação nacional», os comunistas propõem-se unir esforços a outras forças políticas.

«O PCP endereça convites para a realização a curto prazo de encontros com organizações sociais, com o PEV, com o BE, e a Intervenção Democrática. O PCP promoverá também um conjunto de contactos, reuniões e encontros com personalidades empenhadas na afirmação de um Portugal desenvolvido e soberano», declarou Jaime Toga, na sede lisboeta dos comunistas.

Segundo aquele membro da Comissão Política, «o PCP não está, nem estará, disponível para ser instrumento ou cúmplice de políticas que mantenham orientações estruturantes da política de direita".

«O alegado compromisso proposto por Cavaco Silva e que PS, PSD e CDS se revelam disponíveis para concretizar visa, não salvar o país, mas sim criar as condições para que, no próximo Orçamento do Estado, se garanta o prosseguimento do roubo dos salários e das pensões, de mais devastadores cortes do direito dos portugueses no acesso à saúde e à educação, novos ataques à segurança social e à proteção no desemprego e na doença», continuou, prevendo «mais despedimentos na função pública» e «privatizações de empresas estratégicas».

Jaime Toga sublinhou que aqueles atores políticos estão a «impor, na prática, um verdadeiro estado de exceção», não existindo «outra saída digna e democrática que não seja a dissolução da Assembleia da República e a convocação de eleições».

«Mais cedo ou mais tarde, o povo português falará mais alto, tomará nas suas mãos a construção de uma política que corresponda aos seus interesses e direitos», concluiu.