PS, PCP e Bloco de Esquerda pediram esta quinta-feira no Parlamento o fim da prova de acesso à carreira dos professores, no dia em que milhares de professores se manifestam de fronte da Assembleia contra a iniciativa.

Os deputados debatem hoje duas petições que pedem o fim da prova de avaliação de professores, uma medida que o Governo quer implementar e que tem gerado grande polémica.

Ao mesmo tempo está a ser debatida uma apreciação parlamentar do PCP sobre a mesma matéria, tendo a deputada comunista Rita Rato pedido a abolição da prova e considerado que o debate de hoje é a «oportunidade única para travar este processo vergonhoso».

O Governo, acrescentou, já «atirou para o desemprego mais de 30 mil professores contratados» e a prova de acesso é «uma humilhação e desvalorização de milhares de mulheres e homens que têm andado com a casa e a vida às costas».

Também Luís Fazenda, pelo Bloco de Esquerda, considerou a prova uma injustiça e a decisão (já desta semana) de apenas os professores com menos de cinco anos de carreira fazerem a prova foi «um elogio à estupidez».

Com o PCP a acusar o PS de responsabilidade, já que a prova de acesso à carreira foi criada quando os socialistas governavam, Acácio Pinto, do grupo parlamentar do PS, disse que os socialistas estão contra a prova e contra a forma como o Governo tem gerido a questão.

Com muitas dezenas de professores nas galerias, notoriamente inquietos, defendem o diploma pelo Governo os secretários de Estado do Ensino Básico e Secundário e do Ensino e Administração Escolar.