O secretário-geral do PCP afirmou, esta terça-feira, que o ministro dos Negócios Estrangeiros «sofreu o ralho» por parte do vice-primeiro-ministro, após declarações sobre o regresso aos mercados, a fim de se «salvar a política de direita».

«Foi infeliz porque lhe fugiu a boca para a verdade, tal como ao ministro da Economia (Pires de Lima). Enfim, sofreu o ralho que nós ouvimos», disse Jerónimo de Sousa, após um encontro com juízes, na sede comunista, em Lisboa.

O líder do PCP comentava as recentes declarações de Paulo Portas, que afirmara que Portugal tem uma data terminar o programa de ajustamento, mas não uma taxa de juro exata, contrariando as palavras de Rui Machete, o qual estabelecera o valor de 4,5% de juros para o país evitar um segundo resgate.

«Todos nós sabemos o que está em preparação - chamem-lhe segundo resgate, programa cautelar, seguro -, visando prolongar e eternizar esta política de austeridade, de empobrecimento, de direita que não resolve nenhum dos problemas nacionais», continuou Jerónimo de Sousa.

Para o também deputado comunista, «o que se pretende, no essencial, é encontrar formas de salvar esta política de direita, que visa o empobrecimento dos portugueses e de Portugal, a perda da sua independência».