O Governo moçambicano e a Renamo, principal partido da oposição, assinaram hoje em Maputo os três documentos essenciais para o fim das hostilidades militares que assolam o país há mais de um ano.

Os três documentos foram assinados pelo chefe da delegação do Governo e ministro da Agricultura, José Pacheco, e pelo chefe da delegação da Renamo (Resistência Nacional Moçambicana), Saimone Macuiana.

Segundo a Agência de Informação de Moçambique (AIM), os documentos assinados correspondem a um memorando de entendimento sobre os princípios gerais para o fim da violência militar, os termos de referência da missão de observadores militares internacionais que vão fiscalizar o fim das hostilidades, bem como os mecanismos de garantia de implementação dos acordos, que incluem a aprovação de uma lei da amnistia para atos criminais que tenham ocorrido durante o período de confrontação.

Em conferência de imprensa conjunta realizada pelos chefes das duas delegações, José Pacheco afirmou que o chefe de Estado moçambicano, Armando Guebuza, está disponível para assinar o acordo final de cessão das hostilidades a qualquer altura.

Por seu turno, Saimone Macuiana não se pronunciou sobre uma possível vinda a Maputo do líder da Renamo, Afonso Dhlakama, para a assinatura do acordo com Guebuza, afirmando apenas que a delegação do movimento às negociações com o Governo tem mandato para o efeito.

«Não é o fim do nosso trabalho, mas é um passo importante visando o alcance da paz, da estabilidade no nosso país e do bem-estar do nosso povo», afirmou Saimone Macuiana.