A Coligação Democrática Unitária (CDU) prefere ficar de fora da «campanha de mistificação» em torno da futura eleição do sucessor do português Durão Barroso na presidência da Comissão Europeia, considerando tratar-se de uma «fuga para a frente».

Questionada pela Agência Lusa, fonte oficial da força que junta comunistas, «Verdes» e a Associação Intervenção Democrática, por ocasião do último debate entre os candidatos das principais famílias políticas europeias, esta quinta-feira, pelas 20:00, de Lisboa, frisou que o sufrágio de 25 de maio destina-se a «eleger deputados para o Parlamento Europeu».

«A campanha desencadeada em torno de uma alegada 'eleição' do Presidente da Comissão Europeia, nestas eleições, não passa disso, de uma campanha, sendo que continuará a ser o Conselho, e em especial o diretório de potências da União Europeia, que domina as várias instituições, que determinará, como sempre tem determinado, não só a presidência como a composição da Comissão Europeia», disse.

A mesma fonte acusou outros partidos políticos de tentarem «iludir o que está causa», transformando o ato eleitoral de 25 de maio «numa eleição para a Comissão Europeia, numa fuga para a frente, eventualmente para diluir as responsabilidades que cada partido e cada deputado tem nas medidas aprovadas e nas medidas executadas por sucessivos Governos de Portugal».

«[A CDU] não contribuirá para essa campanha de mistificação, de diversão que tenta ocultar a identidade de posições entre social-democracia e direita», disse.

Martin Schulz (Partido Socialista Europeu), Jean-Claude Juncker (Partido Popular Europeu), Guy Verhofstadt (Aliança dos Democratas e Liberais pela Europa), Ska Keler (Grupo dos Verdes/Aliança Livre Europeia) e Alexis Tsipras (Esquerda Europeia) vão protagonizar o referido debate, moderado por Monica Maggioni, da televisão italiana RAI.