O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, renovou hoje os votos de confiança na recuperação económica, reconhecendo as «restrições importantes», mas necessárias para «dar um horizonte de esperança ao país».

«Temos feito sacrifícios muito grandes, ao longo deste processo de ajustamento da nossa economia, que representaram restrições importantes para muitas pessoas, mas essas restrições foram feitas, justamente, para dar um horizonte de esperança e de confiança ao país», disse, na reinauguração do paquete Funchal, na Doca Seca, de Lisboa.

O líder do executivo da maioria PSD/CDS-PP chegara mais de uma hora atrasado ao evento face ao anunciado em virtude do prolongamento do Conselho de Ministros, que terá servido já de preparação para o Orçamento do Estado de 2014, mas ficou depois para ouvir Carlos do Carmo interpretar alguns fados, no «deck», à beira da piscina do histórico navio.

«Estamos, justamente, a atravessar um momento em que precisamos de investir em atividades acrescentem valor, que nos abram mais ao Mundo e que representem para a generalidade dos portugueses uma aposta de confiança e de esperança no futuro», continuou, referindo-se ao investimento de um empresário em várias embarcações de turismo.

Passos Coelho desejou tratar-se de «um recomeço cheio de esperança para muitos que olham o mar não apenas como forma de reclamar soberania, mas como meio de poder acrescentar futuro, esperança e valor às suas vidas e à economia».

«Para que essa esperança se possa materializar, precisamos quem apostem na economia, em atividades novas, mas também em atividades muito ligadas a áreas estratégicas para o país, de há muitos anos a esta parte. Uma delas é o turismo que representa pouco mais de 10 por cento da nossa riqueza anual, mas pode representar bastante mais», afirmou.