Nuno Magalhães foi hoje reeleito líder da bancada parlamentar do CDS-PP, derrotando o ex-líder centrista Ribeiro e Castro, que obteve um voto.

Nuno Magalhães obteve 22 votos e Ribeiro e Castro um voto, num total de 23 votantes, revelaram ambas as candidaturas.

O deputado João Pereira Gonçalves não votou por se encontrar ausente do país, disse à Lusa fonte oficial do grupo parlamentar.

Ribeiro e Castro disse ter feito o que considerava ser a sua «obrigação», em «coerência com a defesa das ideias e dos processos de trabalho» que considera adequados «a um partido mais orgânico, mais participado».

«Não estou contra ninguém, estou por um determinado modelo de funcionamento do partido», afirmou.

Ribeiro e Castro tem vindo a defender que há pouca discussão interna, que o grupo parlamentar reúne pouco, assim como as estruturas do partido.

O ex-líder centrista argumentou que «opções do atual Orçamento do Estado deviam ter sido discutidas ao longo ano, não é aceitável que questões que ficaram em cima da mesa com o menu do relatório do FMI não tivessem sido ponderadas, debatidas e trabalhadas ao longo do ano e apareça tudo de supetão no Orçamento».

Quanto ao resultado das eleições, disse ter correspondido exatamente às suas expectativas, acrescentando, com humor, que lhe lembrou os resultados dos jogos de hóquei em patins de dos seus «tempos de rapaz», quando Portugal ganhava sempre ao Japão por cerca de 20-1.

O líder parlamentar reeleito, Nuno Magalhães, disse encarar os resultados «como um estímulo, como uma prova de confiança», que procurará «estar à altura», contando com «a colaboração obviamente de todos os deputados».

Magalhães recusou fazer leituras da candidatura de Ribeiro e Castro, preferindo sublinhar o «bom relacionamento» que têm e a «cortesia» que o ex-líder do CDS-PP teve em antecipadamente lhe comunicar a candidatura.

«Não é pelo facto de haver uma pessoa que tem divergências, que as assumiu e que até, coerentemente, as assumiu, que vimos que representa uma minoria no grupo parlamentar, mas não é esse facto que deve e que não vai certamente que José Ribeiro e Castro, como um ex-presidente que é, como belíssimo deputado que é, tenha uma participação no grupo parlamentar», afirmou.