O ex-secretário-geral da CGTP-In Manuel Carvalho da Silva disse que mantém uma dívida de gratidão com o PCP e afirmou não compreender a razão de a sua saída do partido ser novamente falada na comunicação social.

Questionado sobre a sua saída do Partido Comunista no jornal das 21:00 da Sic Notícias, Carvalho da Silva respondeu já ter dito tudo o que tinha a dizer sobre o assunto, nunca negando a veracidade do facto.

«Apenas tenho uma grande dívida de gratidão, uma profunda amizade com imensos militantes comunistas que espero manter ao longo da minha vida. Uma profunda gratidão e um agradecimento muito grande por tudo o que aprendi», disse Carvalho da Silva.

Acrescentou não ter «mais nada a dizer sobre esse assunto há muito tempo».

«Não há nada de novo. Não percebo por que é que ressuscitaram esta questão», frisou.

A saída de Carvalho da Silva do PCP foi levantada pelo jornal i, no sábado, ao noticiar que o ex-dirigente sindical entregou o cartão de militante pouco tempo depois de deixar a liderança da CGTP, mas que optou por manter a decisão em segredo.

Instado a confirmar a saída de Carvalho da Silva, o PCP remeteu o jornal i para o próprio.

Na Sic Notícias, o ex-líder da CGTP aproveitou ainda para defender que o PCP «é muito importante na sociedade portuguesa» e que essa importância tem de ser reforçada.

«A sociedade portuguesa precisa muito de uma intervenção dos comunistas e do PCP em concreto. O que é preciso é que o PCP e os comunistas tenham uma intervenção forte na sociedade para remar contra esta política que está a ser feita», defendeu.