O PCP defendeu, esta quinta-feira, que o poder político tem de intervir no caso BES para limitar os danos e evitar que os trabalhadores paguem a fatura daquilo que considerou ser uma gestão danosa do banco.

É «indispensável a intervenção dos poderes políticos para limitar os danos (...)», referiu o Partido Comunista em comunicado enviado à Lusa a propósito do anúncio dos prejuízos do BES relativos ao primeiro semestre, de 3,6 mil milhões de euros.

Considerando o valor como «expressão de uma gestão danosa» e da «cumplicidade de governos supervisores», o PCP exigiu um «apuramento rigoroso» da situação e sublinhou ser necessário evitar que se faça «recair sobre os trabalhadores e o povo a fatura da canalização de dinheiros públicos».

De acordo com os comunistas, todos os prejuízos devem ser ressarcidos pelo património e recursos da família Espírito Santo e demais acionistas institucionais.

O PCP reiterou também, em comunicado, a necessidade de serem salvaguardados os interesses dos pequenos aforradores e das pequenas e médias empresas.

O partido alertou também para «as manobras já em curso para fazer recair sobre os trabalhadores do BES e GES - mais de 20 mil - os custos da gestão danosa, especulação financeira e abusiva captura pessoal de capitais e rendimentos, através de despedimentos massivos (...) que se encontram já na agenda dos responsáveis do GES».

O banco divulgou na quarta-feira as contas do primeiro semestre, anunciado um prejuízo de 3.577,3 milhões de euros.