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«Investir nas relações com Cuba» para originar mudança

A eurodeputada Ana Gomes afirma que a UE deve ser exigente com Cuba relativamente aos direitos humanos

Por: Redacção / VG    |   2010-03-10 11:13

A eurodeputada socialista Ana Gomes defendeu que a União Europeia deve ser altamente exigente com Cuba em matéria de direitos humanos, mas investindo nas relações com Havana, sem seguir a via do embargo norte-americano, escreve a Lusa.

Para Ana Gomes, «investir nas relações com Cuba é exactamente uma forma de pressionar a mudança em Cuba», e a única maneira de os europeus ajudarem o povo cubano é «mantendo o envolvimento com Cuba, a todos os níveis, incluindo ao nível comercial e económico, e mantendo, por outro lado, o grau de exigência e de críticas às autoridades cubanas se continuarem a não respeitar as suas obrigações de direitos humanos».

«Sou contra o embargo americano, que acho que só forneceu desculpas para o regime castrista de mais reprimir, a UE não deve entrar por essa via e deve investir nas relações com Cuba. Isso não quer dizer que a UE prescinda de ser altamente crítica e exigente com Cuba em matéria de cumprimento das suas responsabilidades, como membro das Nações Unidas, no campo dos direitos humanos», sublinhou.

A deputada afirmou que a União deve ser agora particularmente crítica «face a esta morte cruel e desnecessária de Orlando Zapata Tamayo», sendo exigente com Havana «no sentido de respeitar os direitos humanos e de não deixar morrer outros presos que estão em greve da fome, como Guillermo Fariñas».

Ana Gomes fez também questão de «louvar a presidência espanhola», que tomou posição imediatamente após a morte do dissidente Orlando Zapata, e «lamentar» que o presidente do Brasil, Lula da Silva, que se encontrava em Cuba nessa altura, «se tenha abstido de ser tão crítico quanto foi a presidência espanhola».

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