Por: Redacção / PP | 10- 3- 2010 19: 49
O presidente da Câmara de Lisboa, António Costa (PS), recusou esta quarta-feira ter exercido qualquer «pressão» sobre a
administração da TVI, argumentando que se limitou a «protestar contra uma peça que era difamatória», escreve a Lusa.
O
autarca da capital classificou de «absolutamente extraordinárias» as acusações do ex-director da TVI, José Eduardo Moniz, segundo as quais teria ligado para o administrador
da Media Capital Miguel Gil, fazendo «enormes pressões» e exigindo que uma peça não passasse pois estava alegadamente cheia
de incorrecções.
«São declarações absolutamente extraordinárias. Não pressionei administração nenhuma para não emitir
nenhuma peça e não era ministro na altura, era presidente de Câmara. Limitei-me a protestar contra uma peça que era difamatória»,
disse António Costa aos jornalistas, à margem da conferência de imprensa que se seguiu à reunião do executivo municipal.
«Se
o senhor José Eduardo Moniz considera uma pressão o exercício dos direitos das pessoas, então está tudo dito sobre ele e sobre
o que ele pensa da vida em sociedade», sustentou.
António Costa acrescentou ter, na sequência da emissão da peça,
exercido «direito de resposta» e ter apresentado uma «queixa-crime» contra um conjunto de jornalistas e responsáveis da TVI,
em relação à qual o Ministério Público já deduziu acusação.
Há ainda um processo cível a correr, com um pedido de
indemnização, informou.
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