Cerca de 20 manifestantes do movimento «Que se lixe a troika» gritaram, esta quarta-feira, «demissão» à saída do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, do centro de congressos de Lisboa.

O primeiro-ministro saia do centro de congressos de Lisboa, onde tinha intervindo na abertura da convenção empresarial «sobreviver e crescer», promovida pela Associação Industrial Portuguesa (AIP).

Os manifestantes gritaram repetidamente «demissão» durante o tempo que Passos Coelho demorou a percorrer o pequeno percurso entre o centro de congressos e o carro.

Rui Franco, do movimento, leu depois aos jornalistas uma declaração apelando à participação na manifestação convocada para dia 26 de outubro, entre o Rossio e São Bento.

«É tempo de agir. Sabemos que o regime de austeridade no qual nos mergulharam não é, nem será, uma solução. Voltamos a afirmar que não aceitamos inevitabilidades. Em democracia elas não existem», afirmou, lendo o manifesto que, afirmou, foi assinado por mais de 600 pessoas.

Rui Franco também se referiu a outros protestos, marcados por outras organizações, como a marcha nas pontes convocada pela CGTP-IN para dia 19 de outubro, considerando que a multiplicação dos protestos «é o reflexo de um Governo destes».