O antigo Presidente da República Jorge Sampaio admitiu hoje que Portugal tem «um pesado fardo» em cima, considerando que apesar de muito difícil é imprescindível combinar «a indespensabilidade do crescimento» e o rigor das contas.

«Temos de saber manter equilíbrios no futuro: como é que se combina a indespensabilidade do crescimento com aquilo que tem de ser o rigor das contas é um desafio muito difícil, mas ao qual não podemos fugir», afirmou Jorge Sampaio.

Escusando-se a comentar o apelo do atual chefe de Estado ao «bom senso» da troika, Jorge Sampaio disse que há que esperar para ver o resultado da oitava e nova avaliações da troika que agora se iniciaram, mas recordou que Portugal tem um «pesado fardo».

«Temos um pesado fardo em cima de nós, convém ter essa noção,» disse.

Relativamente à necessidade de entendimentos entre os partidos, igualmente defendida pelo Presidente da República, Jorge Sampaio disse apenas que sempre defendeu esses entendimentos, mesmo quando ainda ninguém o acompanhava nesse desejo.

O antigo chefe de Estado insistiu ainda na necessidade de explicar aos portugueses que «o campo é apertado» e ter ao mesmo tempo a noção que há «muito trabalho pela frente e muito difícil».

«É preciso ver que haja equidade nisso, haja a noção que está a servir tudo para alguma coisa, essa noção não é clara nem evidente, mas vamos ver o que é que isto vai dar», acrescentou.