O ministro da Defesa defendeu esta quarta-feira que os sacrifícios vividos pelos portugueses devido aos cortes nos rendimentos «fazem sentido» destacando que há sinais positivos de melhoria da economia e da credibilidade externa.

«Temos de acreditar e os sinais mostram que estes sacrifícios que têm sido pedidos a todos os portugueses fazem sentido na medida em que todos os dados indicadores da situação económica e financeira do país e da sua credibilidade em relação à dimensão externa são positivos», afirmou Aguiar-Branco.

Questionado sobre as queixas dos representantes de associações de militares sobre as perdas de rendimento na sequência de aumento de contribuições ou por redução de pensões, o ministro frisou que «situação de dificuldades que os portugueses têm tido não é específica dos militares».

«Há situações que têm a ver com a dimensão pura da estrutura militar e outras que têm a ver com exigência de sacrifícios que são transversais», considerou, indicando que as matérias relacionadas com pensões «estão para lá da pura lógica dos militares».

Segundo Aguiar-Branco, «todas as indicações dão sentido ao sacrifício que é pedido» aos portugueses o que é «um fator de esperança de que a situação vai melhorar».

«Tomara não ser preciso ter esta situação de sacrifício. Faz sentido na medida em que os indicadores para 2014 são positivos», disse, sublinhando que «há dois anos era a pré-bancarrota» e que hoje se discute a forma como Portugal vai sair «do programa de resgate financeiro».

O ministro respondia aos jornalistas no final da inauguração do Balcão Único da Defesa, em Lisboa, que concentrará serviços de atendimento atualmente dispersos, segundo anunciou.