O vice-presidente da bancada social-democrata Miguel Frasquilho, após relatar que o PSD transmitira à troika que considerava mais prudente um programa cautelar, fez uma nova declaração pública para reiterar que não há opção tomada nesta matéria.

Nesta nova declaração feita nos Passos Perdidos da Assembleia da República, Miguel Frasquilho não retirou nada do que tinha transmitido aos jornalistas ao início da tarde, e escusou-se a responder a perguntas.

«Neste momento, não há nenhuma opção por qualquer dos cenários, sendo que ambos são favoráveis. O que seria altamente desfavorável era ter um segundo resgate, mas essa é uma situação que, obviamente, será evitada», declarou o deputado e vice-presidente da bancada do PSD, saindo em seguida dos Passos Perdidos.

Troika acolheu bem a recomendação do PS

Hoje ao início da tarde, na Assembleia da República, Miguel Frasquilho tinha declarado aos jornalistas que o PSD transmitira à troika a preferência por uma saída do atual resgate com um programa cautelar, por razões de prudência, desde que as condições sejam favoráveis.

«Transmitimos à troika que, evidentemente, caso as condições sejam favoráveis, um programa cautelar nos pareceria mais prudente, tendo em conta que, por exemplo, os juros da dívida pública portuguesa a dez anos se encontram ainda nesta altura acima do que a Irlanda enfrentava quando saiu do programa», declarou, no final de uma reunião com representantes do Fundo Monetário Internacional, da Comissão Europeia e do Banco Central Europeu.

Cerca de três horas mais tarde, na nova declaração que fez aos jornalistas, Miguel Frasquilho apontou como «fundamental» do que o PSD transmitiu à troika o facto de Portugal ter «conseguido evitar um segundo resgate», argumentando que, afastado esse cenário, a saída do atual resgate será sempre «favorável».

Miguel Frasquilho reiterou, depois, a ideia que tem sido repetida pela maioria PSD/CDS-PP e pelo Governo de que a opção entre «uma saída com programa cautelar ou sem programa cautelar» só será tomada mais tarde: «É prematuro para se saber. Não há nenhuma posição que esteja fechada sobre esta matéria».

Depois da ronda de reuniões com a Troika, os parceiros sociais adiantaram que a Troika insiste nos cortes salariais e na sua permanência: Troika é «arrogante» e «autista» em insistir na redução de salários