Membros recém-formado Partido Livre entregaram hoje 9.111 assinaturas no Tribunal Constitucional (TC) com vista à sua legalização a tempo das eleições europeias de 25 de maio e já com as «mais importantes» legislativas debaixo de olho.

«Conseguimos recolher 9.111 assinaturas até este momento, o que é um esforço notável para um grupo que começou sem uma base partidária, organizacional. O Rui Tavares está a cumprir o seu dever no Parlamento Europeu, o seu dever de eurodeputado», esclareceu Ricardo Alves, um dos 15 porta-vozes da nova força política, referindo-se ao antigo militante do Bloco de Esquerda.

O rol de assinaturas de cidadãos, para lá das 7.500 exigidas por lei, será agora analisado no Palácio Ratton sem que haja um prazo específico para uma decisão final.

«Este não é um partido unipessoal. Há um grupo de contacto que é o executivo do partido e somos todos igualmente porta-vozes. A sociedade portuguesa, neste momento, é muito mais evoluída dos que os partidos que tem. Merece um partido mais democrático, mais aberto, mais atento às pessoas e que lhes dê mais voz», continuou.

Ricardo Alves mostrou-se convencido de que o Livre poderá «tirar votos à abstenção e dos outros partidos» porque «ninguém é proprietário dos votos», exceto «cada cidadão», com o objetivo de «mudar a política» e, como tal, «as legislativas são também muito importantes se não mesmo mais importantes» do que as europeias.

Segundo o porta-voz, mesmo que haja demora ou algum problema na legalização do partido, o Livre propõe-se fazer campanha já nas semanas antecedentes às eleições para o Parlamento Europeu, com debates e outras ações.