O secretário-geral do PCP afirmou hoje que os novos ministros que tomaram posse pertencem a um «Governo sem futuro», que vai prosseguir a mesma política, criticando o agravamento do défice, apesar do «confisco», nomeadamente em sede de IRS.

«Independentemente dos méritos ou deméritos deste ou daquele ministro, a questão de fundo é, se prosseguem a mesma política, quais vão ser os resultados? É um Governo sem futuro, que recebeu um sopro de vida do Presidente", afirmou Jerónimo de Sousa, nos Passos Perdidos da Assembleia da República, classificando o ato como uma "remendação governamental».

O líder comunista apelou aos portugueses para que não permitam «a destruição do seu país por este Governo e pela sua determinação política» e comentou os mais recentes dados da execução orçamental.

«O défice, de facto, aumentou, apesar de a verba mais rendosa, o confisco que foi feito aos portugueses, no IRS, ser a receita mais destacada. Apesar do aumento nas receitas da Segurança Social e da fiscalidade sobre os rendimentos do trabalho, a verdade é que o défice, longe de estar resolvido, está a conhecer agravamento», disse.

Segundo a Direção-Geral do Orçamento, na síntese de execução orçamental de junho publicada hoje, o Estado pagou menos 187,1 milhões de euros em reembolsos com IRS nos primeiros seis meses deste ano, em comparação com igual período de 2012, uma diminuição de 14,2 por cento.

Por seu turno, a despesa da Administração Central e da Segurança Social cresceu 3,8 por cento, entre janeiro a junho deste ano, em comparação com o mesmo período de 2012, subindo 1.305,5 milhões de euros.

«Mal seria se este Governo aguentasse até ao fim da legislatura. É mais fácil destruir do que construir e este Governo está num processo de destruição de direitos, de cortes e mais cortes, sem resolver qualquer problema nacional, nem défice, nem dívida, nem desemprego, nem injustiças», acrescentou o deputado do PCP, citado pela Lusa.