A ministra de Estado e das Finanças, Maria Luís Albuquerque, afirmou esta quarta-feira, por duas vezes, que nunca teve divergências com o presidente do CDS-PP e novo vice-primeiro-ministro, Paulo Portas.

«Nunca tive divergências com o senhor vice-primeiro-primeiro», declarou Maria Luís Albuquerque no Palácio de Belém, logo após a cerimónia de posse dos novos ministros do executivo PSD/CDS, depois de interrogada pelos jornalistas se estavam sanadas as suas divergências com Paulo Portas.

Já o novo vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, e o líder do executivo, Pedro Passos Coelho, recusaram-se a fazer declarações aos jornalistas. Paulo Portas limitou-se a dizer «boa tarde e bom trabalho» aos jornalistas, numa cerimónia de posse muito rápida, regista a Lusa.

Uma cerimónia em que não esteve presente o único ministro que saiu do Governo, Álvaro Santos Pereira, substituído na pasta da economia pelo dirigente do CDS Pires de Lima.

Na cerimónia desta sétima remodelação no Governo PSD/CDS, o único dos secretários de Estado de Alvaro Santos Pereira que compareceu em Belém, o secretário de Estado dos Transportes e Obras Públicas, Sérgio Monteiro, chegou em passo muito acelerado, mesmo em cima das 17:00, hora do início da posse.

O primeiro dos novos ministros a chegar ao Palácio de Belém foi o novo titular da pasta da Economia, Pires de Lima, pelas 16:30 horas, seguindo-se cinco minutos depois o novo ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete.

Paulo Portas, agora vice-primeiro-ministro, entrou no de Belém separado por poucos metros da ministra de Estado e das Finanças, Maria Luís Albuquerque, pelas 16:50, ambos três minutos antes do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.

Dos novos ministro, só Jorge Moreira da Silva, o novo titular da pasta do Ambiente, do Ordenamento do Território e Energia, chegou a Belém após o líder do executivo, cinco minutos antes do início da cerimónia.