A dirigente do PSD Teresa Leal Coelho reiterou hoje que a coligação com o CDS-PP e os sociais-democratas estão "exclusivamente focados nas legislativas", recusando comentar o anúncio de que Pedro Santana Lopes não será candidato a Belém.

"O dr. Pedro Santana Lopes é um destacadíssimo elemento do PSD, que já foi primeiro-ministro de Portugal, que muito respeitamos, mas nós neste momento estamos exclusivamente focados nas legislativas e apenas sobre legislativas nós falamos. No dia seguinte às legislativas olharemos para os processos de candidaturas de cidadãos, sejam eles quais forem, à Presidência da República", afirmou Teresa Leal Coelho.


A vice-presidente social-democrata foi questionada pelos jornalistas sobre o anúncio de Santana Lopes, durante uma conferência de imprensa convocada sobre o chumbo do Tribunal Constitucional ao acesso das ‘secretas' a metadados de comunicações.

O antigo primeiro-ministro e ex-líder do PSD Pedro Santana Lopes, atual provedor da Santa Casa da Misericórdia, anunciou quinta-feira que não será candidato à Presidência da República, num comunicado enviado à Agência Lusa.

"Não serei candidato à Presidência da República nas próximas eleições. Tomei esta decisão, considerando os meus deveres enquanto Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e, também, as minhas responsabilidades profissionais", justifica Santana Lopes, invocando igualmente como relevante a importância de manter a disponibilidade para a sua família.


Santana Lopes, que em janeiro tinha afirmado que poderia ser candidato às eleições presidenciais do próximo ano, justifica o anúncio, quinta-feira, da sua não candidatura por esta decisão nada ter a ver com o resultado das próximas legislativas.

"Deixar a divulgação desta decisão para depois de 04 de outubro nunca permitiria esclarecer uma provável dúvida desse teor", sublinha, acrescentando que a decisão negativa "em nada perturba, nem mistura, só clarifica".


Pedro Santana Lopes foi deputado, secretário de Estado da Cultura, presidente da Câmara Mundial de Lisboa e primeiro-ministro do XVI Governo Constitucional, de coligação entre PSD e CDS-PP, que chefiou entre 2004 e 2005.