A vice-presidente da bancada parlamentar do PSD acredita que o PS está disponível para uma reflexão conjunta com o PSD e do CDS-PP acerca dos regimes especiais de pensões e que será alcançado um consenso.

«Esperamos que PS esteja disponível para esta reflexão conjunta relativamente à manutenção de privilégio no âmbito de alguns sistemas especiais de pensões. Tem sido essa a nota do PS no último mês sobre esta matéria», disse Teresa Leal Coelho, antes de ser conhecida a resposta do PS, que considerou não haver razão para reuniões com a maioria «fora do quadro parlamentar».

Teresa Leal Coelho lembrou que na quinta-feira o «líder parlamentar do PS voltou a afirmar que estavam disponíveis para rever alguns regimes especiais de pensões em razão das circunstâncias atuais».

«Portanto estamos a contar com a total disponibilidade do PS para encontrarmos um consenso após uma reflexão sobre estes regimes especiais», acrescentou.

A social-democrata falava depois de os líderes parlamentares do PSD e do CDS-PP terem proposto, hoje, ao presidente da bancada do PS uma reunião para debater «as regras e regimes especiais de pensões», nomeadamente aplicáveis aos juízes do Tribunal Constitucional.

Teresa Leal Coelho ¿ que falava antes de ser conhecida a resposta do PS - defendeu que «não há razão para não haver convergência» entre os partidos porque a «matriz ideológica do PS não se distingue da matriz ideológica do PSD e até do CDS nesta matéria».

«Tempos uma pirâmide invertida no que respeita à redistribuição em Portugal e precisamos de a corrigir e este é o momento para a corrigir na medida em que estamos a pedir muitos sacrifícios a alguns não há razão para outros ficarem de fora, sublinhou.

Ao final da tarde, foi conhecida a resposta do PS, pela voz do líder parlamentar socialista, Carlos Zorrinho, que disse que não «há nenhuma razão» para o Partido Socialista ter reuniões com a maioria PSD/CDS-PP sobre os regimes de pensões «fora do quadro parlamentar».

«Não há nenhuma razão para ter reuniões fora do quadro parlamentar. É no quadro parlamentar que tudo se pode discutir e decidir», sublinhou o líder parlamentar, acrescentando que o PS está «totalmente aberto» para encontrar «a melhor solução» no parlamento.

«Estamos, naturalmente, à espera das propostas do PSD e do PP», afirmou, lembrando que a proposta do PS «já é conhecida e é transparente».

Na carta de resposta à maioria, Zorrinho salienta que o PS vai agendar uma iniciativa legislativa, no início de outubro, para que «não haja exceção em termos de contagem de tempo para efeitos da reforma» no caso dos juízes do Tribunal Constitucional (TC), à semelhança do que já aconteceu com os titulares de cargos políticos.