A deputada do CDS-PP Teresa Caeiro congratulou-se hoje pela inclusão da Prevenar no plano nacional de vacinação, considerando que se trata de uma questão de justiça social e de saúde pública.

"Este é um dia pelo qual o CDS esperava há nove anos, o CDS e muitas famílias portuguesas. Há dez anos que o CDS se tem empenhado para que a Prevenar, o nome comercial desta vacina pneumocócica, seja incluído no plano nacional de vacinação, ou seja, seja atribuída gratuitamente aos grupos de risco e às crianças mais pequenas", afirmou Teresa Caeiro.


Falando aos jornalistas no parlamento, a deputada do CDS-PP na comissão de Saúde considera que esta é "uma questão de saúde pública", porque se trata de "uma vacina que permite prevenir doenças tão graves como a meningite, pneumonias mais graves, otites agudas, doenças respiratórias, septicemias e outras doenças invasivas".

"Em segundo lugar, estamos a falar de uma questão de justiça social. Esta vacina sendo muito eficaz era inacessível para muitas famílias. As três a quatro doses a ser ministradas a crianças até aos dois anos de idade custavam entre 200 e 300 euros", declarou.


Teresa Caeiro considera que se trata de uma "medida importantíssima para a natalidade" que foi recusada durante o anterior Governo, quando não existiam os "constrangimentos orçamentais" atuais.

"Neste Governo, houve outras situações que o Ministério da Saúde teve que ponderar a dispensa de outros medicamentos extremamente onerosos, como a dispensa gratuita de um medicamento com taxa de sucesso muito grande na hepatite C", afirmou.



Medida de incentivo à natalidade

Já a deputada do PSD Carla Rodrigues congratulou-se com a inclusão da Prevenar no plano nacional de vacinação, sublinhando que é uma das medidas de incentivo à natalidade aprovadas no parlamento.

"Foi uma das nossas recomendações para as medidas de incentivo à natalidade e foi traduzida num projeto de resolução aprovado em plenário que recomendava ao Governo a inclusão desta vacina no plano nacional de vacinação", afirmou Carla Rodrigues.


A deputada social-democrata falava aos jornalistas no parlamento.

"É uma satisfação ver que o nosso trabalho tem resultados e que as reivindicações das famílias e das associações representativas das famílias tiveram eco", disse.


Carla Rodrigues salientou que este desfecho "é o culminar de um longo processo negocial entre o Estado e a farmacêutica até se atingir um valor que o Estado português pudesse comparticipar".

"O esforço financeiro que o Ministério da Saúde ainda é considerável e tinham que estar reunidas as condições para que se pudesse garantir, assegurar a todas as crianças o acesso a esta vacina", declarou.