O vice-primeiro-ministro considerou, este sábado, que o chumbo do Tribunal Constitucional a três normas orçamentais terá consequências «sérias» e remeteu para mais tarde uma «opinião definitiva» sobre o assunto, afirmando que vai reler o acórdão e ouvir conselhos.

Questionado pelos jornalistas se o Governo não tem já um «plano b» para substituir as medidas declaradas inconstitucionais, e se está em preparação um novo aumento de impostos, o vice-primeiro-ministro e presidente do CDS-PP escusou-se a prestar mais declarações: «Nada mais do que isto».

«Acho que as consequências do acórdão do Tribunal Constitucional são sérias. Eu ainda estou a relê-lo. Pedi outras opiniões, vou ouvir conselhos e, quando tiver uma opinião definitiva, obviamente falarei. Mas quando tiver toda a informação - o que ainda não é hoje», disse o vice-primeiro-ministro, citado pela Lusa.

Chumbo do TC: saiba o que está em causa

Paulo Portas assumiu esta posição em resposta aos jornalistas, em Lisboa, depois de ter participado numa conversa com o jornalista e escritor Miguel Esteves Cardoso sobre o jornal «O Independente», que os dois fundaram e que ambos dirigiram.

TC chumbou normas dos três Orçamentos do atual Governo

Através de um acórdão divulgado na sexta-feira, o Tribunal Constitucional declarou inconstitucionais três normas do Orçamento do Estado para 2014: os cortes nos salários do setor público acima dos 675 euros, a alteração do cálculo das pensões de sobrevivência e a aplicação de taxas de 5% sobre o subsídio de doença e de 6% sobre o subsídio de desemprego.