O Governo solicitou à Comissão Europeia informação sobre o serviço de transporte privado Uber, para a adoção de "uma estratégia comum", informou hoje, em comunicado, o gabinete do secretário de Estado Adjunto e do Ambiente.

Segundo o gabinete do secretário de Estado José Mendes, foi solicitada "informação à Comissão Europeia sobre os desenvolvimentos que estão em curso, bem como sobre a existência de uma estratégia comum, que permita uma articulação das posições dos diversos Estados-membros" em relação à atividade da Uber.

A nota governamental acrescentou que o secretário de Estado Adjunto e do Ambiente já recebeu este mês as duas associações representantes do setor dos táxis.

"Foram debatidos vários aspetos relevantes em ambiente de franca colaboração e com abertura de todas as partes para o diálogo e para o desenho de medidas concretas que contribuam para o desenvolvimento deste importante setor", explicou o gabinete do secretário de Estado que tutela a área dos transportes.

No seguimento dos encontros, a nota deu conta de que "foi consensual que o serviço de táxis é uma componente essencial da mobilidade nas cidades" e que "é fundamental juntar esforços para a melhoria contínua dos serviços prestados" por estes profissionais.

O tema da plataforma Uber também foi discutido, mas o gabinete de José Mendes referiu apenas que "é conhecida a posição do IMT [Instituto da Mobilidade e dos Transportes] nesta matéria".

Dezenas de taxistas estão hoje à tarde concentrados à porta das chegadas do aeroporto da Portela, em Lisboa, em protesto contra o serviço de transporte privado Uber, enquanto um grupo destes profissionais seguiram para a residência oficial do primeiro-ministro.

No protesto participaram o presidente da Associação Nacional dos Transportadores Rodoviários em Automóveis Ligeiros (ANTRAL), Florêncio Almeida, e o presidente da Federação Portuguesa do Táxi, Carlos Ramos, que foram recebidos por um representante da ANA - Aeroportos de Portugal.

Uma fonte do gabinete do primeiro-ministro António Costa, informou à Lusa que, não tendo sido pedida uma audiência, não está prevista qualquer encontro com os representantes dos taxistas em protesto.