Os portugueses continuam pessimistas e descontentes com a situação do país, mais de um ano após a saída da troika de Portugal.

A maioria dos cidadãos considera a situação atual má ou muito má, e até pior do que estava antes do programa de resgate em 2011. E a revolta não se centra apenas no Governo, a maioria dos portugueses não consegue ver a oposição como uma alternativa às políticas do atual Executivo.

Estes são os resultados de uma grande sondagem da TVI, Público e TSF, que inquiriu 1014 portugueses, maiores de 18 anos, recenseados e residentes, entre 26 de junho e 4 de julho.

                

Apenas um pequeno grupo, 3,9% dos inquiridos, considera que o país está bem, contra os 73,3% que julgam o contrário. Ainda na maioria, estão os que consideram que Portugal está pior que há quatro anos ( 52,3%), contra os 23,6% que consideram que tudo mudou para melhor.

                    

Os eleitores não parecem convencidos com as afirmações do governo que dizem que Portugal está melhor, e 55,4% considera mesmo o Executivo responsável pelo agravamento, ao afirmar que as soluções do governo foram poucas vezes/nunca boas.

                    

Apenas 22,4% concordam com o caminho seguido.     

Porém, apesar de não alinharem com o discurso de Passos Coelho e Paulo Portas, a esmagadora maioria não considera que os partidos de esquerda apresentem melhores soluções que o centro-direita. Apenas 13,1% considera que as ideias da esquerda são melhores que as da coligação.

                      
 
Já como prioridades para um próximo Governo, os inquiridos na sondagem da Intercampus para TVI são claros: é preciso criar emprego, baixar impostos, recuperar o poder de compra, garantir o crescimento da economia, repor os cortes na função pública e, por fim, reduzir o défice e manter a credibilidade internacional.

                     
 
 
Ficha Técnica:
 
Sondagem realizada pela Intercampus para a TVI, Público e TSF com a intenção de conhecer a opinião dos portugueses sobre diversos temas da política nacional. O universo é a população portuguesa, com mais de 18 anos, recenseada e residente. A amostra foi constituída por 1014 entrevistas, com voto em urna, distribuídas proporcionalmente por sexo, idade, região e habitat. Os trabalhos de campo decorreram entre 26 de junho e 4 de julho, com uma taxa de resposta de 59,3%. A margem de erro da sondagem é de mais ou menos 3,1%, para um intervalo de confiança de 95%.