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«Ainda vamos ter saudades do PEC»

Primeiro-ministro diz que o Governo está a fazer tudo para que o resultado das negociações com a troika tenha o menor impacto possível na vida dos portugueses

Por: Redacção / MM  |  28- 4- 2011  11: 10

José Sócrates

O primeiro-ministro demissionário e secretário-geral do PS, José Sócrates, disse, esta quinta-feira, que «ainda vamos ter saudades do PEC». No «Fórum» da TSF, onde respondeu a perguntas de ouvintes, José Sócrates garantiu que o PS «assume o PEC», não o esqueceu no seu Programa de Governo, apresentado esta quarta-feira, e lembra que tem «feito campanha pelo PEC».

José Sócrates assegurou que Governo está a fazer tudo para que o resultado das negociações com a troika tenha o menor impacto possível na vida dos portugueses. «O Governo está a fazer o seu melhor para que o acordo com as instituições europeias tenha as menores consequências possíveis, quer do ponto de vista social, quer do ponto de vista económico», sublinhou.

O primeiro-ministro demissionário disse não ter medo que a Finlândia chumbe a ajuda a Portugal. «Não tenho nenhuma dúvida que a Finlândia vai votar a favor, como vão votar todos», disse.

No «Fórum TSF», defendeu «rapidez» e «descrição» nas negociações com a troika. «Julgo que teremos nas próximas semanas condições para que esse acordo e programa possa ser público e seguir os trâmites europeus», adiantou.

Na primeira parte do programa, Sócrates não poupou críticas ao PSD, acusando-o de ter chumbado o PEC4 com o intuito de provocar eleições e subir ao poder. «Talvez se engane, veremos qual vai ser o resultado», aventou.

«Se o PSD queria eleições, podia ter viabilizado o PEC e depois, mais à frente, quando já não causasse prejuízos, provocava uma crise política», sugeriu.

«Cometeu-se um erro de pura leviandade que ficará nos anais da história política portuguesa», acrescentou.

José Sócrates criticou ainda o PSD por aceitar chegar a um acordo com o PS, mas sem ele: «O PSD não tem o direito de dizer ao PS qual o líder que deve ter». «Essa campanha que o PSD está a fazer contra mim (...) não leva a bom sítio na Democracia, porque o PS não aceitará isso», alertou.

Já na segunda parte do programa, José Sócrates criticou a proposta para alienar capital da CGD e classificou de «leviandade» a ideia de privatizar o banco público.

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