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Sócrates abriu Palácio de S. Bento aos visitantes

Primeiro-ministro recebeu mensagens de incentivo, beijinhos e abraços e até tirou fotos com os presentes

Por: Redacção / SM    |   2009-04-25 19:18

O primeiro-ministro afirmou este sábado que a sua residência oficial é «a casa do povo», depois de ter sido saudado por dezenas de populares que aproveitaram este 25 de Abril para visitar o Palacete de São Bento.

Após passar a manhã na sessão comemorativa do 25 de Abril na Assembleia da República, José Sócrates chegou ao Palacete de São Bento pelas 15:30, cerca de 30 minutos depois de terem sido abertas as portas ao público, entrando nos jardins ao som da banda da GNR.

A partir desse momento, o primeiro-ministro viu-se sempre rodeado por populares e foi insistentemente solicitado (sobretudo por mulheres) para pousar para fotografias.

Como nota de novidade em relação aos anos anteriores, José Sócrates assinalou o feriado de 25 de Abril com a iniciativa de abrir parte da sua residência oficial (jardins e piso de entrada do edifício) aos cidadãos, que também tiveram a oportunidade de assistir a uma actuação da banda da GNR, animada por actores do «Chapitô».

Após passar a manhã na sessão comemoração, apenas a surpreendente presença de um elevado número de cidadãos chineses, que além de terem tirado centenas de fotos ao edifício, à piscina e aos pavões dos jardins de São Bento, também quiseram ficar nas fotografias ao lado do primeiro-ministro português.

Mensagens de incentivo, beijinhos e abraços

Em relação aos portugueses que estiveram na residência oficial do primeiro-ministro, nem um fez comentários políticos negativos à actuação do Governo ou do próprio José Sócrates.

Pelo contrário, a regra foram as mensagens de incentivo, os beijinhos, os abraços e outros gestos de afecto em relação a Sócrates, a par de algumas bocas depreciativas sobre a influência da comunicação social.

«Esta é a casa do povo»

«O que queremos simbolizar neste dia 25 de Abril, é que esta é a casa do povo. Fizemos uma revolução para haver democracia», disse Sócrates, antes de se referir à forma como recebeu em 1974 a notícia da revolução.

«Estava no liceu da Covilhã, onde frequentava o antigo 7º ano. Vivi esse dia com grande intensidade. O 25 de Abril foi um episódio definitivo e decisivo para a minha geração», sustentou.

As únicas notas políticas deixadas pelo primeiro-ministro aconteceram quando comentou as manifestações de afecto de que tinha sido alvo por parte dos populares que visitaram São Bento.

«As pessoas têm consciência da dificuldade e da exigência da governação», declarou, já depois de ter esclarecido o motivo que o levou a utilizar a residência oficial somente como espaço de trabalho. «É muito difícil compatibilizar trabalho e residência neste espaço. O dr. Durão Barroso também fez isso», mas «o meu antecessor, o drº Santana Lopes, não», observou José Sócrates.

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