25 de Abril influenciou queda do Muro de Berlim, diz Sócrates

A ideia é defendida pelo primeiro-ministro que está em Berlim para as comemorações dos 20 anos da queda da linha divisória

Por: Redacção /RGB  |  09-11-2009  18: 53

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A queda do Muro de Berlim «significou um novo paradigma mundial e obrigou todos os políticos a alterar o seu mapa mental» e a forma de entender o Mundo. As palavras são do primeiro-ministro (PM), José Sócrates, que está em Berlim para as comemorações dos 20 anos da queda da linha divisória. Sócrates também defendeu que o 25 de Abril influenciou a queda do Muro.

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Berlim e um muro que estava a mais (2ª parte)

«Alguns também previram um mundo mais unipolar, mais concentrado ou concebido com base na pax americana, da concentração num único bloco, num único país, mais influente em todo o mundo», referiu Sócrates.

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Para o primeiro-ministro português «quem sai vitorioso deste movimento é o multilateralismo, as Nações Unidas e os valores da resolução pacífica dos conflitos através da negociação e da diplomacia».

20 anos depois, tantos muros ainda por derrubar

Sócrates afirmou que o 25 de Abril de 1974 em Portugal foi pioneiro nos movimentos democráticos no leste europeu. O primeiro-ministro disse ainda que tem o «privilégio» de pertencer a uma geração que viveu a Revolução dos Cravos, a queda do Muro de Berlim e a abertura das fronteiras da Europa.

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«Há muitos que dizem com justiça que as revoluções democráticas precursoras do movimento que levou à queda do Muro foram as revoluções ibéricas as revoluções democráticas em Portugal e em Espanha, e eu faço essa leitura histórica», afirmou.

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As revoluções na Península Ibérica «alargaram o espaço de influência das democracias e contribuíram para que a ideia democrática florescesse e se desenvolvesse», defendeu o chefe do governo português.

As revoluções democráticas que se seguiram, culminando na queda do Muro de Berlim, «beberam na inspiração portuguesa e na inspiração espanhola», acrescentou o PM, de acordo com a Lusa.

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Nas celebrações, o chefe de estado português defendeu que após a queda do Muro houve «mais liberdade, mais democracia e paz», contrariando os receios da altura. Já as celebrações «são também o momento para fazer justiça ao projecto europeu, que esteve à altura deste momento histórico e correspondeu a esse momento histórico com o alargamento», disse o PM.

«Podemos estar orgulhosos por termos conseguido nos últimos 20 anos construir uma Europa de paz, uma Europa de liberdade e uma Europa democrática», afirmou.

Sócrates continuou dizendo que a inclusão dos países de leste no projecto europeu foi «um factor de estabilidade que deu paz ao continente europeu».

Em Berlim, José Sócrates e os outros chefes de Estado e de governo convidados foram recebidos no palácio Bellevue pelo presidente da Alemanha, Horst Koehler. Depois, seguiram para a Porta de Brandenburgo onde foram derrubadas mil «pedras» de um dominó gigante.

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