Por: Redacção / HB | 17- 1- 2009 20: 10
O secretário-geral do PCP acusou este sábado o primeiro-ministro de ter «mentido» ao povo português, servindo não a maioria
que o elegeu mas os interesses dos que hoje «dramatizam uma situação de caos para o país sem Sócrates».
De acordo
com a agência Lusa, Jerónimo de Sousa, que encerrou um encontro de quadros deste partido do distrito de Santarém, afirmou
que o Governo socialista «anda há quatro anos a apregoar o sucesso económico e a modernidade da sociedade, mas termina a legislatura
sem cumprir nenhum dos grandes objectivos económicos e sociais que anunciou ao país».
Afirmando que o PS conseguiu
a maioria absoluta porque prometeu desenvolvimento económico, baixa de impostos, criação de 150 mil novos postos de trabalho,
reformas superiores a 300 euros, o líder comunista disse que essas foram «bandeiras» que «enganaram tanta gente».
«Aqui chegados, há razão para dizer que José Sócrates mentiu ao povo português. Não cumpriu porque se pôs do lado não da maioria
que lhe deu os votos, mas do grande capital. A esses sim, serviu os interesses», afirmou.
São estes interesses
que, segundo Jerónimo de Sousa, hoje «estão preocupados com o destino do Governo do PS e de José Sócrates» e «dramatizam uma
situação de caos para o país sem Sócrates», desenvolvendo uma «campanha que anuncia um país ingovernável sem Sócrates».
«José
Sócrates ou o dilúvio»
«O apocalipse do cenário está montado: ou José Sócrates ou o dilúvio», afirmou, acusando
esses interesses de, ao apelarem à unidade das forças partidárias como um «imperativo para conter a crise», quererem que os
portugueses «se resignem».
Acusando o PS de protagonizar «a mais cínica forma de acção política» ao «dar-se ares
de esquerda», Jerónimo de Sousa considerou «hipocrisia» vir garantir-se aos portugueses que «vão passar a viver melhor, com
mais rendimentos em 2009, apesar da crise e da recessão económica».
«É, no mínimo, preciso ter lata»
«É espantoso. É, no mínimo, preciso ter lata, que, num quadro de crise, venha um ministro dizer que o ano até nem vai ser
mau para os rendimentos das famílias. É quase como dizer então viva a crise», afirmou.
No final de um encontro
que se destinou a aprovar um «plano de trabalho para 2009», com o objectivo de «intensificar a luta» e preparar os três actos
eleitorais - europeias, legislativas e autárquicas -, Jerónimo de Sousa apelou à mobilização para «a grande jornada nacional
de luta» agendada para 13 de Março, em Lisboa, e à adesão maciça à greve de professores de segunda-feira.
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