A colocação de professores nas escolas vai estar esta quarta-feira em debate, no parlamento, no plenário, a pedido do Partido Os Verdes (PEV), e na comissão de Educação e Ciência, que irá ouvir diversos sindicatos de docentes. O debate no plenário, com o Governo, realiza-se a pedido do PEV, que requereu, na terça-feira, o seu agendamento potestativo.

Horas antes do plenário, a Comissão Parlamentar de Educação, Ciência e Cultura recebe uma plataforma sindical de professores, que agrega sete estruturas, incluindo a Federação Nacional de Professores (Fenprof), afeta à CGTP.

O processo de colocação de professores tem sido ultimamente muito criticado, desde que foram detetados, em setembro, erros nas listas de ordenação de candidatos da bolsa de contratação de escolas, que levaram à divulgação, na sexta-feira, de listas revistas, que deixaram, no entanto, segundo a tutela, cerca de 150 professores, entre perto de 800, sem colocação, depois de anteriormente terem estado colocados nas escolas.

Para os que ficaram agora sem trabalho, o Ministério da Educação promete a sua colocação, nomeadamente através de novos concursos de bolsa de contratação de escolas e de reserva de recrutamento, cujas listas de ordenação se comprometeu a divulgar esta semana.

Esgotadas estas opções, «as situações residuais serão analisadas caso a caso», anunciou o ministério na sexta-feira.

A bolsa de contratação visa suprimir necessidades prementes das escolas ou agrupamentos de escolas, com contrato de autonomia e em território educativo de intervenção prioritária, designadamente a substituição imediata de um professor de baixa médica.

A reserva de recrutamento destina-se igualmente a preencher necessidades temporárias de docentes nas escolas.

A Federação Nacional de Educação (FNE), afeta à UGT, e que não vai à comissão parlamentar, estimou na sexta-feira que perto de 500 docentes tenham ficado sem colocação, após a divulgação das novas listas de ordenação de candidatos.

A falta de professores tem deixando alunos sem aulas, já com o ano letivo em curso, apontam sindicatos, diretores de escolas e pais.