O cabeça de lista do PS às europeias disse esta quinta-feira que a queda de 0,7% do PIB no primeiro trimestre face aos três meses anteriores demonstra que a recuperação que o Governo tem vindo a «alardear» não é consistente.

«Isto [números do INE] demonstra que esta recuperação está muito longe de ser uma recuperação consistente, até em contraste com os números que foram também hoje divulgados em termos europeus. Há um afastamento em relação ao ritmo de recuperação que se está a verificar no espaço do euro e na União Europeia. Isso significa que estas políticas de austeridade têm de facto de acabar», declarou Francisco Assis em Vila Nova de Poiares à margem de uma ação de campanha para as eleições de 25 de maio.

Com a política do atual executivo, realçou, não está garantido «um crescimento económico sustentado para Portugal».

«Isso é evidentemente dramático», advogou o socialista, acrescentando ainda que o Governo "tem vindo a alardear como grande trunfo uma perspetiva de recuperação económica que agora se vê que não se confirma, está muito longe de se confirmar".

«Houve uma inversão da tendência verificada nos últimos trimestres. Significa que evidentemente esta política é uma política errada. Esta política que assenta na aplicação de uma dose excessiva de austeridade à economia portuguesa tem um efeito dramático», frisou Francisco Assis.

O candidato ao Parlamento Europeu pede uma «orientação nova em termos de política económica» quer na Europa quer em Portugal, que promova o crescimento económico e emprego.

O PS, reforçou, tem «consciência da importância» de «políticas rigorosas em matéria de gestão das finanças públicas».

«É isso que tenho procurado dizer nas minhas intervenções. Não só temos essa noção como temos um passado que nos credibiliza nessa matéria. Agora, essa preocupação de rigor na gestão das finanças públicas não pode perder de vista a necessidade de termos instrumentos que permitam garantir o crescimento da economia portuguesa», realçou Francisco Assis.

O PIB registou, em termos homólogos, um aumento de 1,2% no primeiro trimestre, mas caiu 0,7% face ao trimestre anterior, de acordo com a estimativa rápida do INE, conta a Lusa.