A Comissão Nacional do PS elegeu este sábado com 176 votos a favor, três abstenções e dois contra Ana Catarina Mendes para o cargo de secretária-geral adjunta e a constituição da nova Comissão Permanente dos socialistas.

Esta deliberação por ampla maioria, cerca de 97 por cento, foi tomada ao fim de três horas de reunião do órgão máximo dos socialistas, que também aprovou a marcação do congresso nacional do PS para 4 e 5 de junho próximos e das federações distritais deste partido para 19 de março.

No final da reunião, Ana Catarina Mendes declarou aos jornalistas que os seus principais objetivos serão "consolidar a unidade" do partido e o combate político.

"Espero estar à altura da responsabilidade que me foi confiada, unindo o partido, tornando-o mais coeso, mas, sobretudo, mais forte em termos de dimensão de conteúdo da mensagem política", declarou a "vice" do Grupo Parlamentar socialista.


Ana Catarina Mendes disse depois que a sua eleição para o cargo de secretária-geral adjunta do PS lhe confere "a enorme responsabilidade de manter o partido a funcionar em termos de organização".

"É uma obrigação manter o partido forte, com novas ideias e com a missão de suportar o Governo, mas com reforço da sua autonomia em relação ao executivo", declarou, antes de falar num PS "democrático, transparente ao nível dos procedimentos e rigoroso na gestão financeira".


Já em relação à Comissão Permanente do PS, a dirigente socialista referiu que se trata "de um órgão executivo do Secretariado Nacional".

"Será composto por secretários nacionais que terão os seus pelouros e que fará a monitorização da concretização do programa do Governo. A Comissão Permanente do PS terá ainda a missão de mobilizar os militantes e simpatizantes socialistas para o combate político nesta conjuntura do país, perante a novidade deste novo Governo", acrescentou Ana Catarina Mendes.