Por: Redacção / CP | 30- 11- 2011 20: 4
Mário Soares acredita que há uma «luz ao fundo do túnel» para a crise portuguesa e europeia.
O ex-Presidente da
República avisa que nenhum líder deverá deixar cair o projecto da União.
Soares quis «sublinhar» a missão de político,
«numa altura em que ser político é quase uma vergonha», no seu último livro, que revela que um líder é aquele que «não pede
desculpa».
«Não quis salientar que era um memorialista, queria salientar que era um político e fui sempre um político,
numa altura em que ser político é quase uma vergonha», contou Mário Soares na apresentação do seu último livro, «Um político
assume-se - ensaio autobiográfico político e ideológico», esta quarta-feira, em Lisboa.
«Trabalhei de uma maneira
coerente ao serviços dos outros e isso é que é ser político», afirmou Mário Soares, defendendo que esse papel é incompatível
com o de «homem de negócios».
Actualmente, apontou o antigo Presidente, «o que conta são os mercados, que governam
os Estados e querem destruir os políticos».
Numa sala do Centro Cultural de Belém lotada, Soares agradeceu a presença
do secretário-geral do PS, António José Seguro.
«Não votei nele nem no outro [Francisco Assis] por uma razão muito
simples, porque achava que os dois eram excelentes e tinham condições perfeitas para uma substituição muito difícil. Por isso
mesmo e, como era amigo dos dois, achei que não devia votar em nenhum», disse.
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