O PS congratulou-se com o acordo celebrado em concertação social para aumentar o salário mínimo nacional para 505 euros, mas vincou que o primeiro-ministro mudou de opinião, alegando que antes defendera a redução do salário mínimo.

Rui Paulo Figueiredo, coordenador da bancada socialista para as questões de economia, falava aos jornalistas após o Governo, as confederações patronais e a UGT terem chegado a acordo para aumentar o salário mínimo nacional para 505 euros mensais, com efeitos a partir do próximo dia 01.

«O PS há muito tempo que tem defendido o aumento do salário mínimo e também sempre defendeu que a boa maneira de o fazer era exatamente através de um acordo em sede de concertação social. É positivo esse aumento, é positivo o acordo a que chegaram os parceiros sociais e só é pena que tenha demorado tanto», declarou o deputado do PS.

A seguir, Rui Paulo Figueiredo criticou a atuação do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, ao longo dos últimos anos, em relação à questão do salário mínimo nacional.

«É pena que tenha demorado tanto o aumento do salário mínimo. Ainda me lembro de ver o primeiro-ministro aqui, no parlamento, a dizer que o importante e o desejável era diminuir o salário mínimo, fazendo comparações com a Irlanda. Ainda bem que o primeiro-ministro mudou de ideias», comentou o deputado do PS citado pela Lusa.