O novo ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, classificou hoje como um reflexo da «podridão dos hábitos políticos» as críticas por ter exercido funções na Sociedade Lusa de Negócios (SLN).

Rui Machete, antigo presidente da Comissão Política do PSD e ex-vice-primeiro-ministro do Governo do Bloco Central [PSD/CDS], falava aos jornalistas após ter tomado posse do cargo de ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros.

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Interrogado sobre a polémica em torno da sua passagem pela Sociedade Lusa de Negócios (SLN), a holding do Banco Português de Negócios (BPN), Rui Machete respondeu: "Isso denota uma certa podridão dos hábitos políticos, porque deviam saber em que condições eu passei, em vez de darem notícias bombásticas".

Questionado se a exploração do caso da sua passagem pela SLN o poderá fragilizar em termos políticos, o novo ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros deu uma resposta seca: «Não», acrescentando que está de consciência tranquila «há muitos anos».

Nas declarações que fez aos jornalistas, Rui Machete referiu que apenas na terça-feira foi convidado pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, para o cargo de ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, sucedendo nestas pastas ao presidente do CDS, Paulo Portas.

«Foi uma decisão rápida de ontem [terça-feira]. Fui convidado ontem [terça-feira], pedi um tempo e tive três horas para refletir», referiu.

Rui Machete foi também questionado sobre a forma como encara o seu regresso a um Governo 28 anos depois da sua última experiência governativa.

«Não tinha pensado voltar ao Governo, mas aceitei pela situação do país», num registo da Lusa.