A ministra das Agricultura e do Mar, Assunção Cristas, lamentou este domingo a morte de Sevinate Pinto, recordando que o setor agrícola perdeu «um profundo apaixonado pela terra».

«É uma grande perda para todos nós, para o setor agrícola e para o setor agroalimentar, que muito devem ao dinamismo, ao empenho e à lucidez [de Sevinate Pinto], quer enquanto ministro, quer como consultor e como um profundo apaixonado pela terra», afirmou a governante, em declarações telefónicas à Lusa.


Assunção Cristas disse ainda que se sente «muito grata por todos os ensinamentos» que recebeu do antigo ministro da Agricultura do Governo de Durão Barroso.

«Quem me deu a minha primeira lição de agricultura e de política agrícola foi o engenheiro Sevinate Pinto mal soube das minhas funções e foi sempre, durante estes anos, uma presença muito amiga e muito constante. Pessoalmente, sinto muito esta perda», lamentou a ministra.

O presidente da Confederação de Agricultores Portugueses (CAP), João Machado, afirmou que é com «uma tristeza muito grande» que se despede do antigo ministro da Agricultura Sevinate Pinto, que morreu esta noite, elogiando os seus «grandes atributos técnicos».

«É uma tristeza muito grande, era um amigo, era uma pessoa que tinha grandes atributos técnicos na área da agricultura. Trabalhou a vida inteira [no setor], era ele próprio agricultor e foi também assessor do Presidente da República, onde fez um trabalho notável», disse à Lusa João Machado, acrescentando que «é uma perda não só para os amigos mas também para a agricultura».


Natural de Ferreira do Alentejo, no distrito de Beja, Armando José Cordeiro Sevinate Pinto morreu esta noite num hospital de Lisboa, aos 69 anos de idade.

Licenciado em Engenharia Agrónoma pelo Instituto Superior de Agronomia, Sevinate Pinto foi ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas do XV Governo Constitucional PSD/CDS-PP, dirigido por Durão Barroso, entre 06 de abril de 2002 a 17 de julho de 2004.