O secretário-geral do PS, António José Seguro, afirmou hoje que os encontros com dirigentes da Alemanha, França e Reino Unido contrariam a acusação do eurodeputado do PSD Paulo Rangel de que o partido está isolado.

«No sábado reuni em Roma com o vice-chanceler alemão [e presidente do SPD, Sigmar Gabriel], com o primeiro-ministro francês [Jean-Marc Ayrault]. Hoje estou aqui em Londres com aquele que eu espero que seja o próximo primeiro-ministro do Reino Unido. Acha que estou isolado?», respondeu às perguntas dos jornalistas após um encontro com o líder do partido Trabalhista, Ed Miliband.

Seguro rebatia assim as declarações do cabeça de lista da coligação PSD/CDS-PP às eleições para o Parlamento Europeu, Paulo Rangel, que acusou o PS de estar «isolado na Europa» por o cabeça de lista do partido socialista, Francisco Assis, não acompanhar o secretário-geral no congresso do Partido Socialista Europeu, que decorreu no passado fim de semana em Roma.

Após a reunião com Miliband, que durou cerca de 40 minutos, o líder socialista manifestou-se «muito contente» com a convergência de opiniões sobre a «necessidade de criar empregos, em particular para os jovens».

O líder trabalhista apoiou o português na existência de uma «alternativa» à austeridade, tema de uma palestra que Seguro fará na terça-feira na universidade London School of Economics.

O secretário-geral do PS rejeitou o discurso do Governo que o país esteja melhor e lamentou que a deterioração das condições de vida dos portugueses tenha resultado na maior vaga de emigração dos últimos 40 anos.

«Uma coisa é equilibrar as contas públicas, outra é destruir a capacidade produtiva do país. O governo em Portugal transformou um programa de ajustamento num programa de empobrecimento», denunciou.

Seguro deseja solução «pacífica» na Ucrânia

O secretário-geral do PS, António José Seguro, também manifestou hoje preocupação com a situação na Ucrânia e apelou a uma solução «pacífica e diplomática».

O líder do principal partido da oposição disse acompanhar a situação «com bastante preocupação, como qualquer político responsável e cidadão atento».

A tensão entre a Ucrânia e a Rússia agravou-se na última semana, após a queda do Presidente Viktor Ianukovich, por causa da Crimeia, península do sul do país onde se fala russo e está localizada a frota da Rússia no Mar Negro.

A câmara alta do Parlamento russo aprovou no sábado, por unanimidade, um pedido do presidente Vladimir Putin para autorizar «o recurso às forças armadas russas no território da Ucrânia», tendo sido mobilizados muitos meios militares para a região.

António José Seguro disse desejar «que se encontre uma solução pacífica e diplomática para o conflito».

O secretário-geral socialista encontra-se em Londres, onde hoje se reuniu com o líder do partido Trabalhista, Ed Miliband, tendo agendada para terça-feira uma palestra na universidade London School of Economics sobre uma política «alternativa» para Portugal.