O secretário-geral do PS e candidato às primárias do partido, António José Seguro, afirmou este domingo, em Seia, que os portugueses «exigem um primeiro-ministro para todas as estações».

«Nós estamos aqui para dizer aos portugueses que não somos candidatos a governar Portugal quando há bom tempo, ou quando o mar está calmo e tranquilo», declarou o candidato socialista num jantar/comício de apoio à sua candidatura realizado no Pavilhão Municipal de Seia.

Para Seguro, «os tempos são de dificuldades e os problemas dos portugueses exigem um primeiro-ministro para todas as estações: quando está vendaval e quando está o tempo mais calmo, mas sobretudo alguém que nos momentos mais difíceis teve a coragem de avançar e defender e afirmar os princípios e os valores do PS».

«E aqueles que dizem que era fácil ser oposição com este Governo estão muito enganados, estão redondamente enganados, porque pela primeira vez enfrentámos uma maioria, um Governo e um Presidente de direita, a que se somou um presidente da Comissão Europeia de direita e um memorando que não negociámos nem assinámos, mas tivemos que respeitar», observou.

O candidato às primárias do PS lembrou que, sob a sua liderança, o partido fez «frente ao poder mais forte que a direita já teve em Portugal» e foi capaz de derrotar a direita nas eleições autárquicas e nas eleições europeias.

«Connosco, a direita unida teve as duas piores derrotas da sua história em 40 anos de democracia», assinalou.

Disse ainda que o PS está preparado para governar Portugal e que o país «merece ter um Governo de projeto».

«O nosso país está cansado de primeiros-ministros que prometem uma coisa quando precisam do voto e que fazem uma coisa quando chegam à governação», afirmou.

Defendeu que o país precisa de «um primeiro-ministro decente, em quem os portugueses acreditem e que cumpra em todas as circunstâncias aquilo que promete».

Seguro lembrou que falta uma semana para as eleições primárias no PS e que com o apoio dos militantes colocará «a primeira semente de um novo Governo em Portugal, que combata as desigualdades, a pobreza, que crie emprego, que tenha uma voz firme na Europa e que faça uma separação entre a política e os negócios».

«E aquilo que eu sinto aqui esta noite em Seia e que senti ontem na Madeira, anteontem nos Açores, e um pouco por todo o país, é essa onda de mudança, é essa onda de esperança, é esse apoio de milhares e de milhares de portugueses para fazermos essa mudança em Portugal», assinalou.