O secretário-geral do PS, António José Seguro, garantiu hoje nunca prometer nada aos portugueses que não possa cumprir, defendendo que Portugal precisa de uma mudança na forma de fazer política e de exercício de Governo.

António José Seguro falava num jantar comício com mais de mil jovens, na Alfandega do Porto, após discursos do cabeça de lista socialista nas eleições europeias, Francisco Assis, e do líder da JS, João Torres.

«Pela minha parte, como candidato a primeiro-ministro de Portugal, nunca farei promessas que não tenha a certeza de poder cumprir. Podemos perder votos, mas ganharemos a confiança e o respeito dos portugueses», declarou.

Antes, o líder socialista já tinha acusado o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, de ter «dito uma coisa» em campanha eleitoral «e fazer outra» quando chegou ao Governo e de ter garantido »ainda há 15 dias que não aumentaria os impostos, sabendo-se agora, porém, que vai subir o IVA e as contribuições dos trabalhadores para a Segurança Social».

De acordo com António José Seguro, a falta de palavra de alguns políticos é o que está a «destruir os alicerces» das instituições democráticas.

«Já sabemos o que vale a palavra do primeiro-ministro, mas eles (PSD/CDS-PP) não perceberam que o povo português não vai na cantiga deles», afirmou, antes de defender que Portugal «precisa de uma mudança na forma de fazer política e de exercício do Governo».

No seu discurso, o secretário-geral do PS considerou que as eleições do próximo dia 25 servirão para «enviar um recado à Europa de que chegou a hora de parar com a austeridade e de olhar para as pessoas».

«Há milhões e milhões de jovens no desemprego, há milhões de europeus pobres. Em Portugal, se há uma marca de política de juventude deste Governo é o apelo à emigração. Só que quem está a mais em Portugal não são os jovens, quem está a mais é este Governo», rematou.

António José Seguro fez ainda um rasgado elogio ao «número um» da lista socialista ao Parlamento Europeu, dizendo que Francisco Assis «é um selo de confiança, um homem com um elevado sentido cívico, com ideias e projetos».

Seguro sustentou ainda que a lista do PS que concorre ao Parlamento Europeu «é a primeira verdadeiramente paritária» apresentada por um partido em Portugal.