O líder do Partido Socialista, António José Seguro, diz que o documento apresentado pelo Governo não é um orçamento, mas sim «um plano de cortes para empobrecer o país».

Em resposta a Passos Coelho, Seguro vai mais além e diz mesmo que «ninguém acredita que este orçamento vai tirar o país da crise».

O líder do PS diz que «o país está a pagar um preço elevadíssimo» devido às políticas de austeridade que têm sido impostas aos portugueses.

«Este não é o primeiro nem o segundo Orçamento do Estado, mas o terceiro da responsabilidade do seu Governo. O primeiro-ministro insiste que este é o Orçamento do Estado que fechará a porta do nosso programa de assistência financeira. Quando o primeiro-ministro diz que a troika (Banco Central Europeu, Fundo Monetário Internacional e Comissão Europeia) se vai embora em junho de 2014, o PS diz-lhe daqui que a troika vai-se embora mas os problemas ficam cá», contrapôs Seguro.

De acordo com António José Seguro, em junho de 2014 o país "terá mais problemas do que aqueles que tínhamos quando a troika chegou cá".

Pedro Passos Coelho reagiu com um tom de voz elevado a esta ideia do secretário-geral do PS, perguntando-lhe diretamente: «Como é que o senhor deputado consegue dizer uma coisa dessas?».

«Tenha paciência. Está um país inteiro a esforçar-se para fechar um período extraordinário de emergência que os senhores [do Governo Sócrates] abriram e o senhor diz que vamos ficar pior depois de o fecharmos», exclamou o líder do executivo.

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