logotipo tvi24

Seguro deixa antever abstenção na moção de censura do PCP

Líder socialista considerou a iniciativa comunista irresponsável

Por: tvi24    |   2012-06-21 00:05

O secretário-geral do PS deixou implícito esta quarta-feira que os socialistas deverão abster-se perante a moção de censura do PCP, defendendo que essa iniciativa é irresponsável, mas que o seu partido também deverá demarcar-se da maioria PSD/CDS.

Esta posição, de acordo com fontes socialistas contactadas pela agência Lusa, foi transmitida por António José Seguro na abertura da reunião da Comissão Política Nacional do PS.

Na sua intervenção, António José Seguro dedicou por tempo da sua intervenção à questão da moção de censura ao Governo apresentada pelo PCP.

Seguro demarcou-se da moção de censura do PCP, dizendo que o PS não se engana de adversário e que o seu adversário «é o Governo».

A seguir o secretário-geral do PS defendeu a tese de que os tempos em Portugal «não estão para jogos partidários, mas sim para se encontrar soluções para os problemas dos portugueses».

Seguro, segundo as mesmas fontes, classificou a moção de censura do PCP «uma irresponsabilidade» política, num momento em que o país se encontra sob assistência financeira internacional.

Mas o secretário-geral do PS também referiu que o PS se demarca do caminho político seguido pelo atual Governo.

A intervenção de António José Seguro mereceu neste ponto a concordância do ex-ministro da Presidência Pedro Silva Pereira.

Além da moção de censura do PCP, que será debatida na segunda-feira na Assembleia da República, a Comissão Política Nacional do PS vai proceder à análise da situação na União Europeia.

Partilhar
EM BAIXO: António José Seguro (LUSA)
António José Seguro (LUSA)

«O ministro da Economia esteve muito calado...»
PS quer ouvir Álvaro Santos Pereira no parlamento sobre pacote fiscal
CDS: chamar «palhaço» a Cavaco é «manifestamente inadequado»
Nuno Magalhães pede «respeito» pelo Presidente da República
«TC limita em excesso a liberdade de deliberação democrática»
Ministro Poiares Maduro garante, no entanto, respeitar as decisões do Tribunal Constitucional
EM MANCHETE
Cavaco não gostou de ser chamado de «palhaço»
Presidente solicitou à PGR a análise das afirmações de Miguel Sousa Tavares. Ministério Público já instaurou inquérito e escritor reconhece que exagerou. Tribunais não consideram «palhaço» uma ofensa à honra
UGT apoia greve geral da Função Pública em junho
Os «termos » de Heloísa Apolónia calaram Passos Coelho
PUB