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Seguro diz que oposição está limitada pela troika

Líder do PS diz que «é importante honrar os compromissos que o Estado português assina», mas não admite mais medidas de austeridade

Por: tvi24 / SM  |  9- 2- 2012  23: 54

António José Seguro - PS

O secretário-geral do PS afirmou esta quinta-feira que existem «limitações» à sua actuação enquanto «líder da oposição» por «honrar o memorando» assinado com a troika, defendendo que um líder político deve «olhar para os interesses do país».

«Aquilo que eu quero é que os portugueses saibam que há limitações na minha actividade como líder da oposição porque eu honro o memorando, porque é importante honrar os compromissos que o Estado português assina», afirmou António José Seguro.

Em entrevista à RTP, o líder do PS disse querer «explicar aos portugueses qual é o espaço político que o PS» e ele próprio em particular têm «para fazer oposição» ao Governo PSD/CDS-PP.

O líder socialista disse ainda que «tem vindo» a expressar o facto de não ter negociado ou assinado o memorando de entendimento, rejeitando que o tenha dito «só agora».

«Eu não negociei o memorando, eu não assinei o memorando, e eu tinha, quando assumi a liderança do PS, duas possibilidades, ou rasgava o memorando, e seria um acto de enorme irresponsabilidade, ou honrava o memorando e o seu compromisso, apesar não o ter assinado, e eu fi-lo», notou.

António José Seguro já tinha dito que não concordava com alguns pontos do memorando de entendimento com a troika. Agora, explica que não concorda, por exemplo, com a privatização dos seguros do grupo Caixa Geral de Depósitos, dos despedimentos por inadaptação.

Segundo António José Seguro, «a responsabilidade de um líder político é olhar para os interesses do seu país e do seu povo e não para os interesses partidários».

Já questionado sobre se o anterior Governo, de José Sócrates, podia ter negociado e assinado um acordo diferente, Seguro reiterou que está focado «no futuro» e «nos problemas dos portugueses», acrescentando: «O passado não pode ser alterado».

O secretário-geral do PS apontou ainda as linhas que disse caracterizarem a sua oposição ao executivo: «Responsável, honrando os compromissos, e apresentando alternativas».

António José Seguro rejeitou sempre responder directamente sobre o que faria se o Governo apresentar novas medidas de austeridade, reiterando que não consegue «imaginar» esse cenário.

«Mais medidas de austeridade? Desculpe, mais medidas de austeridade? Eu não consigo imaginar mais medidas de austeridade para impor aos portugueses, estamos no limite e há portugueses que já ultrapassaram o limite das suas possibilidades, é inimaginável», afirmou.

«Se isso acontecer em primeiro lugar isso significa um falhanço rotundo da política do Governo, um Governo tem de assumir as suas responsabilidades», disse Seguro, notando que «o Governo apresentou o Orçamento do Estado» e dispõe «de uma maioria absoluta» e é «responsável pela execução desse Orçamento».

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