
O secretário-geral do PS defende a «eleição de um presidente da Europa» por «todos os europeus» e considerou que a «doença» da União Europeia é a sua «ambiguidade», apontando o federalismo como «o caminho» a seguir.
António José Seguro, que falava em Braga na Universidade do Minho (UMInho) a propósito da evocação do Dia da Europa, avisou ainda que a lógica do «bom aluno seguidista» é um «erro» e que este se «paga caro».
Para Seguro, a Europa «tem que pôr fim à ambiguidade» que considera ser a «doença» da União Económica e Monetária, apontando esta «união monetária» como «imperfeita».
A «ambiguidade» da Europa, afirmou, passa ainda por existirem na União Europeia «Estados que mandam mais do que outros» e «diferentes políticas orçamentais».
Assim, apontou, a solução passa pelo «caminho do federalismo e não ficar a meio da ponte».
Neste caminho, o líder do PS salientou a necessidade de eleição «por todos os europeus» de um líder. «Defendo que cada europeu possa votar para eleger um presidente da Europa e um projeto político», afirmou, defendendo ainda um «orçamento comum na União Europeia».
O líder socialista voltou a apontar o «crescimento económico e políticas de emprego» como solução para a, apelidou, «crisona» que a Europa enfrenta.
Segundo o líder socialista, «não está escrito em nenhum manual que o défice tem que ser reduzido até 2014» pelo que «é preciso mais tempo».
Perante uma plateia de estudantes e docentes da UMinho, o secretário-geral do PS disse que o «Banco Europeu de Investimentos e o Banco Central Europeu devem ter um papel mais relevante» e que deviam «emitir moeda e emprestar dinheiro diretamente aos Estados membros».
Assim, explanou, a «opção em termos políticos é saber se para lidarmos com a crise é melhor convivermos com um bocadinho de inflação ou com muito desemprego».