Por: Redacção / MM | 25- 2- 2012 17: 14
O secretário-geral do PS, António José Seguro, defendeu, este sábado, a manutenção de todos os tribunais que estão em risco
de fechar, propondo que sejam os magistrados a deslocarem-se para a realização de julgamentos.
«A proposta que faço
é muito simples: é serem os magistrados a deslocarem-se aos locais, quando é necessário fazer os julgamentos», declarou o
líder nacional socialista aos jornalistas, em Seia, distrito da Guarda, onde iniciou o segundo dia do Roteiro do Interior.
O
novo mapa judiciário, proposto pelo governo, prevê o encerramento de 47 tribunais por todo o país, sendo quatro no distrito
da Guarda, em Mêda, Figueira de Castelo Rodrigo, Fornos de Algodres e Sabugal.
Para António José Seguro, «a justiça
tem que ser um bem a que todos os portugueses devem aceder e devem aceder independentemente dos seus recursos, dos seus rendimentos».
E
acrescentou: «Ora, se vamos pôr a justiça do país mais longe, mais distante das populações, isso significa que mais gente
fica com dificuldades de acesso a esses tribunais».
Em sua opinião, em vez de o governo encerrar tribunais e «obrigar
as pessoas a deslocarem-se às centenas e aos milhares» para concelhos vizinhos, originando «custos e mais dificuldade no aceso
à justiça», propõe que sejam mantidos «níveis mínimos de funcionamento em todos os tribunais atualmente existentes». Nessa
circunstância, sugere que sejam «os magistrados a deslocarem-se para fazerem as sessões de julgamento quando for necessário».
Referiu
que a proposta lhe parece «uma coisa muito simples», embora desconheça se teria consenso entre a classe dos magistrados.
Disse
ter a certeza que a ser aplicada, «mantém os serviços abertos, reduz despesa» porque não é necessário ter tantos funcionários,
e «não se sobrecarregam os portugueses com mais sacrifícios, para além daqueles que neste momento já estão a fazer».
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