PSD e CDS preparam-se para chumbar, esta quarta-feira, o requerimento do PS com nove questões para o primeiro-ministro esclarecer a sua carreira contributiva entre 1999 e 2004, alegando que a iniciativa dos socialistas viola o regimento do parlamento.

Ao contrário do PCP e do Bloco de Esquerda, o PS optou por tentar que as questões a colocar a Pedro Passos Coelho «tivessem a solenidade» de um requerimento saído da Comissão Parlamentar de Trabalho e Segurança Social.

Mas o deputado social-democrata Adão e Silva recusou a argumentação do deputado socialista Nuno Sá, contrapondo que a iniciativa do PS seguiu «uma via tortuosa, tíbia e suscetível de espetáculo».

Adão e Silva disse que o PSD já está esclarecido sobre a situação contributiva do primeiro-ministro e defendeu que as questões a dirigir a Pedro Passos Coelho podem antes ser colocadas no próximo debate quinzenal, ou através de um requerimento diretamente dirigido ao chefe do executivo, tal como fizeram o PCP e o Bloco de Esquerda.

No mesmo sentido, o deputado do CDS-PP Artur Rego classificou como «demagógica» a iniciativa dos socialistas de questionar o primeiro-ministro por via da Comissão Parlamentar de Trabalho e de Segurança Social.

PCP e Bloco de Esquerda comunicaram que tencionam votar a favor do requerimento do PS e rejeitaram o argumento da maioria de que a iniciativa dos socialistas é contrária ao regimento do parlamento.